Livro 1917: Mídia, Greve, Guerra, Revolução

É com imenso prazer que divulgamos a publicação do livro digital “1917: Mídia, Greve, Guerra, Revolução”, resultado dos planos de aula e materiais didáticos produzidos ao longo do nosso projeto coletivo de 2017. Este livro didático é voltado para o 9º ano do Ensino Fundamental e para o 3º ano do Ensino Médio, sendo dirigido aos/às professores/as do ensino básico, estudantes de graduação ou profissionais de outras áreas interessados nos fenômenos históricos ocorridos no ano de 1917. O livro abarca diversos conteúdos, desde os conflitos mundiais e a presença latino-americana neles à Greve Geral de 1917 no Brasil. Possibilita também o acesso a diversas fontes inéditas digitalizadas e disponibilizadas gratuitamente pelo grupo PET História UFPR.
O livro começou a ser editado em 2019, em um processo que se estendeu ao longo de 2020 e que envolveu a tentativa de elaboração de um material distinto, em formato, dos outros dois livros publicados pelo grupo (1968: Imagens, Contracultura, Guerra, Revolução e 1939: Nazifascismo, stalinismo, guerra e revolução), com o intuito de apresentar os conteúdos e planos de aula de forma visualmente mais interativa.
Com a obra, pretendemos proporcionar aos professores da rede básica de ensino materiais que abordam didaticamente os assuntos e fontes estudadas através de metodologias historiográficas e da área da educação histórica, instrumentalizando, assim, os docentes frente a tais fenômenos históricos. Além disso, o livro se insere como mais uma das atividades que visa à aliança dos princípios da tríade universitária – a pesquisa, o ensino e a extensão -, objetivo também do Programa de Educação Tutorial.

Link para visualização no Issuu: https://issuu.com/pethistoria.ufpr/docs/livro_1917__m_dia__greve__guerra__revolu__o_-_plan

Link para visualização no DocDroid: https://docdro.id/8USiLjL

Link para visualização no Google Drive: https://drive.google.com/file/d/1fxkI3qyJpOLqTMsqQ1BVEI2Qx_Zyws0h/view?usp=sharing

6º Resultado Preliminar de Pesquisa – Projeto Coletivo “Mundos do Trabalho”

César Vallejo, prosador, poeta, jornalista e intelectual ativo, foi um membro atuante da comunidade de pensadores dedicados à causa da estética política. Nascido em 1892 no Peru e falecido em 1938, apesar de sua vida precoce, teve um longo percurso intelectual, trafegando por ambientes como a França, Espanha e União Soviética, além de sua terra natal, estabelecendo diversos contatos. Conforme formou-se como pensador engajado na sociedade, teve em seus trabalhos a vontade de apresentar, por meios do movimento indigenista, em voga no Peru a partir da década de 1920, e do realismo social, a sensibilidade de trabalhadores explorados. 

Estar no ramo da produção estética durante as primeiras décadas do século XX significava estar, irremediavelmente, inserido na discussão entre as relações desta mesma com a política e a manifestação ideológica por meio da arte. A modernidade industrial, a urbanização, a construção do socialismo – principalmente após a Revolução Russa – pelo mundo… todos esses fatores e outros mais contribuíram para realizar esse amplo debate. 

O livro aqui em análise, El Tungsteno, busca justamente construir, sobre uma linguagem que pretende dizer a realidade em seus termos, os processos de exploração do trabalho indígena no contexto peruano do início do século XX, em que oligarquias e elites econômicas locais, em participação com empresas estrangeiras, são agentes do processo de trabalhos de endividamento e submetem a população indígena à violência de Estado constantes. Portanto, o presente resultado de pesquisa do PET História UFPR visa analisar, em forma de artigo, a forma como o trabalho cativo de nativos foi representado na ficção de César Vallejo, assim como a possibilidade de libertação dessa população.

Para acessar o artigo: https://drive.google.com/…/1UKuY3vY76f4o4EFYA9e…/view…

Para acessar o projeto coletivo: https://docs.google.com/…/1uG1d0lSbzc1BxmReo2lZ…/edit..

5º Resultado Preliminar de Pesquisa – Projeto Coletivo “Mundos do Trabalho”

João Cabral de Melo Neto foi um poeta da terceira geração do modernismo, apelidado de “engenheiro” pelo rigor estético, mas que era diplomata por profissão. Caso estivesse vivo, João Cabral comemoraria, neste ano de 2020, cem anos de idade. Nas celebrações do centenário do poeta pernambucano, é inevitável pensar naquela que é considerada, pelo público e pela crítica, como a sua obra de maior relevância: “Morte e Vida Severina'”. Com o subtítulo “Auto de Natal Pernambucano” e com a intenção inicial de ser uma peça sobre a natividade de Jesus, “Morte e Vida Severina” narra a jornada de um retirante de nome Severino, que é forçado a abandonar suas raízes em razão das agruras da fome, da miséria e da violência no interior, partindo em busca de uma vida melhor no litoral. Porém, em seu caminho, “Severino” encontra muitos outros “Severinos”, tipos que também sofrem com a fome, com o abuso e com a violência (vivência compartilhada por muitos lavradores e camponeses, que fizeram o mesmo percurso do interior para os centros urbanos), o que pode ser sintetizado em uma expressão utilizada pelo autor: “a mesma Vida Severina”. A escrita e a publicação do famoso Auto de Natal Cabralino se dá ao final da primeira metade da década de 50, período em que um movimento surgido a partir de uma associação de plantadores de um engenho no estado de Pernambuco (terra natal de João Cabral de Melo Neto) ocupava os jornais, trazendo à luz discussões a respeito da questão agrária, do abuso cometido pelos senhores de terra com relação à mão de obra camponesa e da violência no campo, mesmas temáticas que marcam “Morte e Vida Severina”. Essa associação de lavradores, que inspiraria várias iniciativas similares por todo país, gerando um movimento organizado de camponeses, foi chamada de “Ligas Camponesas”.

O presente plano de aula, “As Ligas Camponesas e a Vida Severina” é o 5º resultado preliminar da nossa pesquisa coletiva e busca, por meio de uma perspectiva interdisciplinar entre História e Literatura Brasileira, analisar diversos aspectos do período em que foi concebido o poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto. Desta forma também visa a estimular uma reflexão a respeito da influência do contexto e da vida de um artista em sua produção, a representação do trabalhador rural no poema, bem como o papel desempenhado pelo campesinato durante a eclosão das organizações denominadas “Ligas Camponesas”, entre as décadas de 1950 e 1960, que atuaram em defesa de causas como a reforma agrária e os direitos trabalhistas e em reação a problemas retratados por Melo Neto em seu Auto de Natal.

Para acessar o plano de aula: https://drive.google.com/…/1UKuY3vY76f4o4EFYA9e…/view…

Para acessar o projeto coletivo: https://docs.google.com/…/1uG1d0lSbzc1BxmReo2lZ…/edit..

Conferência: Tempo e Política no Brasil

Em parceria com o Programa de Pós-Graduação em História da UFPR e o Programa de Mestrado Profissional (PROFHistória), o PET História UFPR realizará uma conferência virtual com o professor Paulo Arantes, com o tema “Tempo e Política no Brasil”. Paulo Arantes é filósofo, professor aposentado do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) – onde lecionou entre 1968 e 1998 e atuou como Coordenador do Programa de Pós-Graduação (1984-1988) e editor da revista Discurso (1976-1991). Publicou, entre outros, “Hegel: a ordem do tempo” (1981), “Ressentimento da dialética” (1996) e “Zero à esquerda” (2004). Atualmente coordena a coleção Estado de Sítio, da Editora Boitempo.

O evento ocorrerá no dia 17/11, às 19h, e será transmitido por meio do nosso canal de Youtube, que pode ser acessado no seguinte link: https://www.youtube.com/channel/UCxUEx7dobCVQkYeSrFZgVZQ. Haverá emissão de certificados de comparecimento, concedidos mediante o preenchimento de um segundo formulário, de confirmação de presença, que será liberado durante a conferência. Para se inscrever na palestra, acesse o link a seguir: https://docs.google.com/…/1FAIpQLSdOjmkEDEEQ9v…/viewform.

Em caso de dúvidas, entre em contato por meio de nossas redes sociais: PET História UFPR – Facebook e @pethistoria.ufpr – Instagram.

Arte: Barbara Fonseca

4º RESULTADO PRELIMINAR DE PESQUISA – PROJETO MUNDOS DO TRABALHO

Com o recente lançamento da nota de R$200,00 pelo Banco Central e sua consequência proibição de circulação, o tema da inflação voltou à discussão pública. Durante a década de 1980, a chamada “década perdida”, os índices de inflação dispararam no Brasil, como reflexo das políticas econômicas levadas a cabo pelo governo federal. Houve também um aumento da dívida pública e uma desasceleração do crescimento, que indicavam a grave crise econômica que marcou o período. Isso afetava diretamente os preços de alimentos, produtos e serviços, prejudicando os orçamentos domésticos das famílias no país. Foi só com o Plano Real, em 1994, que houve uma melhora significativa do cenário econômico, com uma redução brusca da inflação e a nova moeda. Entretanto, os benefícios não foram para todos: a desigualdade de renda persistiu e a redução da pobreza foi limitada.

O presente plano de aula, “‘Fazer crescer o bolo para depois dividir’: a inflação, o Plano Real e seus efeitos na
distribuição de renda no Brasil”, é o 4º resultado preliminar da nossa pesquisa coletiva, e pretende analisar os principais aspectos da economia brasileira nas décadas de 1980 e 1990, os efeitos da inflação para a população e o impacto do Plano Real nos índices de pobreza e desigualdade a partir de 1994, relacionando tais questões com o contexto político da época, marcado pelo neoliberalismo.

Para acessar o plano de aula: https://drive.google.com/file/d/1qh6M6S2o2enUXBbjSYuF86AC4-QJfZjw/view?usp=sharing

Para acessar o projeto coletivo: https://docs.google.com/document/d/1uG1d0lSbzc1BxmReo2lZ7T_nCwCGV3QgUlC__bPIPAE/edit?usp=sharing

Na imagem Delfim neto carrega abaixo um cruzeiro. Charge de 1980 de ZIRALDO

3º RESULTADO PRELIMINAR DE PESQUISA – PROJETO MUNDOS DO TRABALHO

Os anos de 1940 no Brasil foi um período bastante complexo e conturbado. Vivenciávamos uma ditadura comandada por Getúlio Vargas, a Segunda Guerra Mundial mobilizava a maior parte dos países do mundo, além de haver diversos movimentos de contestação das injustiças e opressões presentes na sociedade da época. O movimento dos trabalhadores, há décadas se dedicava à luta por melhores condições de vida e de trabalho. Em 1943 houve a polêmica promulgação da CLT, seguida de uma sistêmica perseguição de sindicatos e movimentos sociais. Todavia, para a história tradicional, a maior parte desses eventos teve como protagonistas figuras masculinas e brancas. A historiografia atual se debruça sobre análises interseccionais de raça, classe e gênero em uma tentativa de revelar as vozes que haviam sido silenciadas durantes tantas décadas. O PET História, para além de ter em sua pesquisa coletiva o mesmo enfoque, também o pensa para a educação básica.


Por isso, o presente Plano de Aula intitulado “As mulheres nas fábricas curitibanas: análises de relatos orais e fotografias sobre o trabalho de mulheres nas fábricas de Curitiba dos anos de 1940” pretende apresentar uma forma de tratar dos anos de 1940 sob o enfoque de gênero para os alunos e as alunas do 9º ano de Ensino Fundamental, através de relatos orais e fotografias de época.

Para conferir o plano de aula “As mulheres nas fábricas curitibanas: análises de relatos orais e fotografias sobre o trabalho de mulheres nas fábricas de Curitiba dos anos de 1940”, acesse: https://drive.google.com/file/d/1QFdbHjYFPxQPMPUBuMrACetGUSavJpqp/view

Para acessar o projeto coletivo: https://docs.google.com/document/d/1uG1d0lSbzc1BxmReo2lZ7T_nCwCGV3QgUlC__bPIPAE/edit?usp=sharing

2º RESULTADO PRELIMINAR DE PESQUISA – PROJETO MUNDOS DO TRABALHO

Não é de hoje que vemos o desmantelamento dos direitos trabalhistas outrora conquistados mediante a incansável luta do movimento operário em fins do século XIX e começo do XX. No entanto, esse desmonte encontra ressonância em uma grande parte da sociedade que, assumindo o discurso sobre um assistencialismo supostamente exagerado do Estado, repete a narrativa de que os direitos básicos configurarem privilégios. No início deste ano, ganhou visibilidade o movimento dos Entregadores Antifascistas, que pauta o trabalho terceirizado e a luta por direitos em tempos de precarização. A propagandeada ideia do empresariado de si mesmo, como se tem mostrado, não passa de um discurso sem fundamentação no dia-a-dia desses trabalhadores, que ganham irrisoriamente por jornadas longas, sem qualquer proteção ou direito social. Assim, uma vez que os entregadores se organizaram nacionalmente, ganharam mais visibilidade para as demandas da categoria, como também colocaram em evidência a necessidade de cooperativismo entre os demais trabalhadores.
De tal necessidade também partiram os operários que viviam no Brasil de fins do século XIX e começo do XX, os quais faziam suas reivindicações articuladas com a propaganda e com a educação para mudança social. Naquela época, no entanto, a situação de vulnerabilidade imposta aos trabalhadores era bem maior. Com jornadas de trabalho exaustivas, ambientes insalubres e arriscados, propícios a acidentes de trabalho e à proliferação de doenças, sem garantia de indenizações e acesso à assistência médica, ainda havia a negligência e postura higienista do Estado brasileiro com relação aos cortiços, moradias de muitos trabalhadores. Mesmo exaustivamente perseguidos, os militantes foram bem-sucedidos em algumas demandas e, sobretudo, na organização de movimentos a nível nacional. Mesmo assim, anos depois, conhecemos o presidente Getúlio Vargas por sua alcunha de “pai dos pobres”, concedendo, como de presente, direitos trabalhistas básicos e criando para tal uma estrutura estatal. Assim, se faz necessária uma revisão da narrativa transmitida em sala de aula, convergente com a propaganda varguista.
Nesse resultado, apresentamos um plano de aula para ser trabalhado nos anos finais do Ensino Fundamental, conforme diretrizes da BNCC. Analisamos o contexto dos trabalhadores e do movimento operário no período referenciado para refletir sobre a estrutura criada por Vargas e sua propaganda populista para então propor uma atividade de reflexão com fontes históricas, visando ao fomento da reflexão e de discussão dessa versão conhecida pelos estudantes.

Para conferir o plano de aula “Entre disputas, saúde e propaganda: uma análise das mobilizações operárias e da narrativa varguista sobre a concessão de direitos”, acesse https://drive.google.com/file/d/1oGfNdbR91NdFdI4LoTohd8ChM234s3s6/view?usp=sharing

Para acessar o projeto coletivo: https://docs.google.com/document/d/1uG1d0lSbzc1BxmReo2lZ7T_nCwCGV3QgUlC__bPIPAE/edit?usp=sharing