15º Resultado Preliminar de Pesquisa do projeto 1939

Há 55 anos, iniciou-se a Ditadura Militar no Brasil. Castello Branco, o primeiro presidente militar, esteve presente também nos quadros da FEB durante a Segunda Guerra Mundial. A tentativa de relacionar a tomada de poder pelos militares com os objetivos do Brasil na Guerra, que lutaram contra o nazi-fascismo, ganhou força quando o jornalista Joel Silveira, repórter que cobriu a Força Expedicionária Brasileira, ligou essa instituição aos golpistas. Portanto, o último resultado de pesquisa coletiva do grupo PET História visa entender se esse discurso se sustenta, ou se a FEB foi utilizada politicamente para legitimar o Golpe de 64.

 

Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”: https://drive.google.com/file/d/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yhcMzhBm7/view?fbclid=IwAR3Hcjsudb1Ywgs-k8ccpgYJQj9RB_RNxgdhmK6XY0xhATKhthUTXzatv4M

“Como se fôssemos um bando de carneiros”: Uma análise da desmobilização e memória da FEB através dos relatos de ex-combatentes

Quando voltaram ao Brasil após o fim da guerra, os pracinhas tinham um futuro incerto. Embora o 1º escalão da FEB tenha sido recebido com o Desfile da Vitória em 18 de julho de 1945, a falta de uma política de desmobilização bem organizada e previamente planejada prejudicou a reinserção social dos ex-combatentes. Neste resultado preliminar, abordamos os motivos da rápida desmobilização da FEB e o abandono ao qual os pracinhas foram submetidos no pós-guerra por meio da análise de entrevistas realizadas com três ex-combatentes, as quais integram o Projeto de História Oral do Exército na Segunda Guerra, produzido pelo Exército Brasileiro. Dentre os maiores problemas vividos pelos pracinhas após o retorno está a dificuldade de conseguirem emprego, devido ao estigma dos traumas psicológicos da guerra, e de usufruírem efetivamente dos direitos que posteriormente lhes foram atribuídos. Os ex-combatentes passaram rapidamente de heróis à pessoas desamparadas e até estigmatizadas.

Para entender mais sobre essa parte da história da FEB, acesse: https://drive.google.com/file/d/1tFEey_D5jjNVmq_XmZwbapprRoJxWzTF/view?usp=sharing

 

Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”: https://drive.google.com/file/d/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yhcMzhBm7/view?fbclid=IwAR0K3uZtjIHcEKbPydnF5x4Wg3Z9P6KArlkjUrq2BDz4e1LzYQgNPHszAn8

Sem título.jpg   E-14260-808x1024.jpg

traumatizado.jpg  b1799605-a135-4d46-bf90-aac24d532de0.jpg

 

Entre bombas e pesadelos: as bruxas da noite sob a ótica da fotografia

É inegável o papel fundamental da URSS na luta contra as forças nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Além do efetivo masculino que compôs as fileiras do Exército Vermelho, muitas mulheres desempenharam funções decisivas nos resultados obtidos durante a guerra. Cerca de oitocentas mil mulheres soviéticas voluntariaram-se para o cumprimento de serviços relacionados ao esforço de guerra, dentre as quais quatrocentas mil lutaram nas linhas de frente do Exército Vermelho. Isto é, além de desempenharem no cotidiano da guerra serviços auxiliares, como a enfermagem e a medicina, as mulheres soviéticas atuaram como atiradoras de elite, pilotas de grupos de bombardeio e tanquistas.
Este resultado preliminar de pesquisa, por meio das fotografias de Yevgeny Anan’evich Khaldei, tem por objetivo analisar a participação das mulheres soviéticas que atuaram como pilotos de regimentos de bombardeio durante a guerra, sobretudo aquelas pertencentes ao 588º regimento, conhecidas como Bruxas da Noite. Exploramos não só os aspectos referentes ao dia a dia da guerra, como também as dificuldades enfrentadas por essas combatentes.

Link para a publicação: https://drive.google.com/…/1VtNejwffYxp7NNQqFcvJL9eb8…/view…

Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”:
https://drive.google.com/…/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yh…/view…

Guerra e fé: João Filson Soren e a capelania militar da FEB

Quase um ano após a criação da Força Expedicionária Brasileira, em 1944 o então presidente Getúlio Vargas criou o Serviço de Assistência Religiosa, que permitiu a participação de capelães voluntários para atuarem junto da Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Participaram desse corpo de capelania 25 padres católicos e dois pastores protestantes. Em um contexto de luta a relação dos combatentes com a religião que professavam era reforçada, ainda mais em meio aos combates na Itália, também sede mundial do catolicismo. Em solo italiano os capelães realizavam cerimônias religiosas, sepultamentos e buscavam levar conforto espiritual aos soldados febianos.

O presente resultado preliminar busca explorar a atuação do capelão João Filson Soren, que antes mesmo da guerra já possuía notável importância no meio batista, tendo sido presidente da Convenção Batista Brasileira, da Convenção Batista Federal e, na década de 60, da Aliança Batista Mundial. Soren é reconhecido por sua atuação próximo a linha de frente da Força Expedicionária Brasileira, particularmente em Monte Castelo, onde correu riscos para localizar e ajudar a resgatar os corpos de soldados mortos em combate. Alguns dos perigos enfrentados pelo capelão e os sentimentos de fraternidade compartilhados durante a Segunda Guerra Mundial estão presentes em seu artigo de maio de 1945 “Prismas da Guerra na Itália”, também analisado na presente pesquisa.

Link para a publicação “Guerra e fé: João Filson Soren e a capelania militar da FEB”: https://drive.google.com/…/1AK3uxOAx74SkygFwJJZNCGz-9…/view…

Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”: https://drive.google.com/…/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yh…/view…

OBS.: É controversa a legenda da primeira imagem aqui mostrada, acredita-se que Soren não estaria orando pelo pracinha morto e sim advertindo para uma mina colocada por nazistas no corpo de um soldado, provavelmente um alemão.

As enfermeiras brasileiras na Segunda Guerra Mundial

Em 09 de agosto de 1943, foi criada a Força Expedicionária Brasileira por meio da portaria ministerial n°47 – 44. O objetivo da medida era recrutar combatentes e profissionais ligados à logística de guerra, enviando-os para a Europa com intuito de marcar a participação brasileira no conflito, em um contexto de pressões estadunidenses e aspirações internas de Vargas. Foram inseridas nesse esforço de guerra as mulheres: 73 delas participaram diretamente do conflito, atuando como enfermeiras ligadas à FEB e à Força Aérea Brasileira. Sua atuação foi marcada por ambiguidades: no momento de seu recrutamento, foram intensamente homenageadas, no retorno, esquecidas.
Neste resultado preliminar de pesquisa, buscamos explorar quais os motivos e de que forma se deu esse contraste entre partida celebrada e retorno posto em segundo plano, bem como quais foram as transformações de papéis tradicionais de gênero vividas por essas mulheres, cuja profissão foi inicialmente considerada como mero exercício dos dons maternais inerentes ao gênero feminino.

Link para a publicação: https://drive.google.com/file/d/1wrvajePaRjm5HfIOMsoU5LApDgC3Jbiw/view?usp=sharing&fbclid=IwAR2z_vQBgawsIbjom1RKcMJHLOV8xkU-OvfGTku6-KFUc-2w-PItscFNhXs

Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”: https://drive.google.com/file/d/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yhcMzhBm7/view?fbclid=IwAR0K3uZtjIHcEKbPydnF5x4Wg3Z9P6KArlkjUrq2BDz4e1LzYQgNPHszAn8

A guerra nas ruas de Curitiba: A representação da Segunda Guerra Mundial a partir das charges de Alceu Chichorro (1939)

Na madrugada do dia 01 de setembro de 1939, há exatamente oitenta anos, tinha início a Segunda Guerra Mundial; conflito bélico que imprimiu no imaginário social a visão terrível e traumática do horror e da brutalidade da violência.
No Brasil, os eventos relacionados ao confronto foram amplamente divulgados pela imprensa periódica paranaense “O Dia” através charges de Alceu Chichorro, artista de grande influência na imprensa curitibana do século XX.
Recheadas de humor sarcástico e críticas ao conflito, as charges de Chichorro podem nos ensinar muito sobre o contexto desse evento de proporções globais e provocar reflexões enriquecedoras no campo da História.
“A guerra nas ruas de Curitiba: A representação da Segunda Guerra Mundial a partir das charges de Alceu Chichorro (1939)” é o nono resultado preliminar de pesquisa do projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”.

Link para a publicação
https://drive.google.com/…/14epwYc98HgkQNhdvMzgf8fJZF…/view…

Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”
https://drive.google.com/…/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yh…/view…

 

Patos patriotas: Pato Donald e Patolino na Segunda Guerra Mundial

Essa é especial para os amantes dos desenhos!
Durante a Segunda Guerra Mundial, a propaganda foi um fator extremamente importante para formação de opinião.
Em 1942, o governo dos Estados Unidos criou o Escritório de Informação de Guerra, um órgão que se utilizou de mídias como o rádio, a televisão e, é claro, o cinema, para fazer propagandas da guerra.
Essas propagandas consistiam em atacar os inimigos (Alemanha, Itália e Japão, membros do Eixo) e exaltar os Estados Unidos e suas liberdades de expressão, religião, segurança pública e democracia.
Dois patos atrapalhados marcaram presença nessa campanha.
O resultado preliminar de pesquisa “Patos patriotas: Pato Donald e Patolino na Segunda Guerra Mundial” é o oitavo do projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”, e foca na propaganda anti-nazista feita pelos estúdios Walt Disney e Warner Bros.

Link para a publicação: https://drive.google.com/…/1fmFAjkhm4PEsvEHY2ILt_zwnB…/view…
Link para o projeto “1939: nazi-fascismo, stalinismo, guerra e revolução”: https://drive.google.com/…/10Ozfb2W6aDG08UxzysGmFH_yh…/view…