Café com História: Por uma epistemologia feminista

Nesta edição convidamos Maria Florência Guarche, doutoranda e mestra em Ciência Política pelo programa de pós-graduação da UFRGS e pesquisadora vinculada ao NIEM (Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher e Gênero), para conversar com a gente sobre sua dissertação de mestrado “A Trajetória do Movimento de Mulheres no Noroeste do Curdistão: A institucionalização da Jineologî (1978-2018)”.

O evento será no dia 04 de junho, às 19h no Anfi100 da Reitoria (Prédio Dom Pedro I). Teremos café, bolacha e uma boa conversa.

Contamos com a presença de todos!

Link do evento: https://www.facebook.com/events/364016834228520/

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Café com História – Cinema e Ditadura

#tbt
Na semana passada (11/04) tivemos nosso primeiro Café com História do ano, com o tema “O cinema e a construção da memória da Ditadura Militar”, com apresentação do professor Fernando Seliprandy.
Os certificados serão emitidos em breve.
Fiquem atentos aos nossos próximos eventos, que serão abertos para todo o público! 

Agradecemos também ao Leonardo Giehl por fotografar o evento.

Café com História – finalistas da Olimpíada de História

Agradecemos a participação de todos que vieram ao Café com História hoje! Conversamos sobre a Olimpíada de História com a melhor equipe paranaense desse ano, que nos mostrou mais detalhadamente a dinâmica das provas. Além disso, eles partilharam a experiência que tiveram com todo o processo e na final. Contamos com a presença de alunos da graduação, professores de história e de outros interessados no tema!

Entrevista com a Prof.ª Priscila Vieira

Olá!

Convidamos a Prof.ª Priscila Vieira, que passou a integrar o corpo docente do Departamento de História este ano, para uma entrevista sobre o ofício da História, sua trajetória acadêmica e sugestões de leitura.

Além de ler a entrevista que segue, para conhecer melhor a professora você pode acessar seu currículo Lattes e comparecer ao próximo Café com História na quarta-feira (25), no qual a professora apresenta parte de seu trabalho e conversa sobre seu livro, “A coragem da verdade e ética do intelectual em Michel Foucault”.

café priscila

Para acessar o evento no Facebook, clique aqui.

Professora, o que você entende ser tarefa do historiador ou da historiadora?

Inspirando-me na concepção de história genealógica de Nietzsche e Foucault, acredito que a tarefa do historiador é ver a história sempre como uma diferença em relação ao presente. A história é aquele lugar que nos faz perceber que tudo o que achamos natural é contingente, transitório e instável. O que acreditamos fazer parte da nossa “natureza”, tradição ou moral teve um período de invenção, nasceu em um dado momento e, assim, pode ser transformado. Tudo aquilo em que cremos estar enraizado no nosso modo de ser e de viver é completamente despedaçado pela história. Nesse sentido, esse gesto de desnaturalizar e desconfiar das certezas do presente é político e, como lembrou Foucault no seu curso Do governo dos vivos, dado entre 1979 e 1980, devemos sempre colocar em questão todos os modos segundo os quais efetivamente aceitamos o poder e mostrar que nenhum poder é inevitável.

Quais os autores mais importantes que marcaram sua formação?

Certamente Foucault e Nietzsche foram referências fundamentais, assim como Lucien Febvre e Alan Corbin. Mas também a historiografia e filosofia feminista: Michelle Perrot, Arlette Farge, Joan Scott, Judith Butler, Rosi Braidotti, Margareth Rago, Tania Swain e Norma Telles. Estas últimas me auxiliaram a entender com maior intensidade uma referência que me acompanha há muito tempo, até mesmo antes de entrar na universidade, e que continua cada vez mais presente: Virginia Woolf. A beleza de seus textos me encanta tanto que incentivo o hábito de ler, nem que seja uma frase que ela escreveu, todos os dias. Por isso, acredito ser de extrema importância circular entre as áreas que em muitos momentos foram vistas como exteriores à história, mas que são completamente cruciais na minha formação como historiadora: a filosofia e a literatura.

Qual é a pesquisa que você está desenvolvendo atualmente?

Desde a iniciação científica trabalho com Foucault. Atualmente, no pós-doutorado, pesquiso as suas reflexões sobre os limites da figura do sujeito de direito, enfatizando a importância dos seus últimos cursos sobre a ética e as estéticas das existência. Mesmo que datem das décadas de 1970 e 1980, eles foram publicados muito recentemente e continuam sendo discutidos e descobertos. Preocupo-me, então, com as suas críticas à forma que a subjetividade moderna adquiriu e os momentos de sua desestabilização indicados por Foucault na sua atualidade e exemplificados pela contracultura, pela cultura gay, pelo feminismo, pelo movimento black power, etc. Estes, muitas vezes, procuraram propor eixos de transformação que não passaram somente pela lei, mas também pela modificação dos modos de vida, por meio de éticas libertárias.

Possui recomendações de leituras?

Há textos incríveis: A História da Loucura, Vigiar e Punir, os três volumes da História da Sexualidade, de Foucault. Rumo ao Farol, Mrs. Dalloway, OrlandoAs Ondas, Os Anos, Um teto todo seu, de Virginia Woolf. O problema da descrença no século XVI: A religião de Rabelais, de Lucien Febvre, Saberes e Odores e O território do vazio, de Alan Corbin; A genealogia da moral, Segunda Consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da história para a vida e A Gaia Ciência, de Nietzsche. A Montanha mágica, Os Buddenbrooks, de Thomas Mann. Problemas de Gênero, de Judith Butler. A Cidadã paradoxal: as feministas francesas e os direitos do homem, de Joan Scott. A História dos quartos, de Michelle Perrot. A Aventura de contar-se. Feminismos, escritas de si e invenções da subjetividade, de Margareth Rago. Ética dos amigos: invenções libertárias da vida, de Edson Passetti. Foucault. Mestre do Cuidado, de Salma Tannus Muchail. Redoma de vidro, de Sylvia Plath… e muitos e muitos outros.

Café com História – Jorge Luiz Santana

O PET História convida a todos para mais um Café com História. O convidado será Jorge Luiz Santana, graduado em História pela UFPR. O tema da sua fala será “A invisibilidade afro paranaense nos espaços de poder”.

O Café acontecerá na quarta, dia 28 de outubro de 2015, às 18h35 na Sala Carlos Antunes (6º andar do D. Pedro I – Reitoria UFPR).

Abraço!

Café do Jorge

Café com História – Prof. Dr. José Szwako

Olá!

No dia 27 de maio (próxima quarta-feira), às 18h30, o PET História convida para o primeiro Café com História do ano!
Nosso convidado será José Szwako – pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná – que conversará conosco sobre movimentos civis.

O Café será na sala Carlos Antunes (612), no sexto andar no prédio do D. Pedro I, Reitoria UFPR.

Para acompanhar notícias sobre o Café é só acompanhar a página no evento do Facebook.

Aguardamos vocês!

Café do José2

Café com História – Prof. Marcos Gonçalves

No dia 29 de outubro (quarta), às 18h30, o PET História realizará mais um Café com História. O convidado dessa vez é o Professor Marcos Gonçalves.
O evento ocorrerá na Reitoria, prédio D. Pedro I, 6º andar, sala Carlos Antunes (612).

Aguardamos a presença de todas/os!

Lembrando: você pode  acompanhar atualizações sobre o Café e confirmar sua presença no nosso evento no Facebook!
E você também pode curtir nossa página no Facebook e sempre ficar sabendo das atividades do grupo!

Mural